Lembro que uma das coisas que gostava de fazer era pôr meu filho no sling, com menos de um mês, e ir ao supermercado (normalmente, tarde da noite, para evitar multidões). Antonio ficava todo cobertinho e as pessoas não esperavam que aquela “bolsa” tivesse um bebê dentro, e às vezes esbarravam em mim. Mariana gostava de brincar, dizendo que eu parecia estar grávido, e na verdade eu tinha realmente muito cuidado para não esbarrar em nada com a minha “barriga postiça”. Depois Antonio foi crescendo, e cada posição foi se tornando uma descoberta diferente.
Quando ele já tinha alguns meses, começamos a fabricar nossos próprios slings e então eu pude criar peças específicas para mim, de acordo com meu gosto.
Sempre temos pelo menos umas cinco peças em uso, reunindo as minhas e as da mãe. Prefiro usar cores mais vivas, estampas mais adultas. Não gosto de bolsos de bichinhos, coisinhas infantis; meus slings sempre combinam com meu jeito de vestir.
Lendo Ashley Montagu, que escreveu um livro maravilhoso chamado Tocar: o significado humano da pele, reforçamos nosso sentimento de como é importante carregar no colo e proteger nossos bebês. Ele trata de como é essencial para a criança ter sensações variadas, contato com diversos tipos de pele, cheiros, vozes e ritmos distintos, e maneiras diferentes de ser carregada. Creio que para o pai, a experiência de ter seu filho por perto é igualmente rica. Graças a isso, pude aprender quando meu filho chora de fome, sono ou dor e pude ser capaz de interagir cada vez melhor com ele. Quando vejo uma mãe/cliente que chega e diz que comprará um sling “apenas para ela, pois o marido não vai usar”, lamento profundamente a perda que esse pai está causando a si mesmo e ao bebê.
Atualmente, sou o responsável pela maior parte das vendas “ao vivo”, pois Mariana é professora numa cidade distante 250km de Recife e acaba ficando ausente durante várias tardes e noites. Dividimos as tarefas e ela acabou ficando responsável principalmente pela divulgação do produto, pela manutenção do site e pelo atendimento às clientes pela internet, mas grande parte das visitas é feita por mim. Muitas mães se surpreendem com o fato de “um homem” estar vendendo slings. Muitos pais olham desconfiados, especialmente aqueles que não têm interesse em saber como “esse pano” funciona e acompanham suas mulheres de modo passivo, simplesmente porque elas viram o sling numa matéria de televisão ou coisa parecida. Confesso que às vezes é um problema difícil de contornar. No começo, as pessoas só queriam tratar com ela, como se eu não fosse capaz de entender do assunto. Mas, depois que se quebra a barreira, as mulheres adoram ver que “mesmo um homem” é capaz de usar um sling com sucesso. E os homens gostam de ver que “o pano” não diminui a masculinidade de ninguém...
E hoje, Mariana até reclama, pois às vezes vai atender aos telefonemas das clientes e as que começaram a ser atendidas comigo, não querem mais falar com ela!
Quando construímos este sítio, fizemos questão de incluir várias fotos minhas e de alguns clientes usando o sling, justamente para fortalecer a idéia de que homem pode e deve usar. Especialmente quando o bebê usuário é menina, insistimos que as mães escolham peças mais neutras, ou então que comprem mais de um sling: gostamos de frisar que lilás com borboletinhas não é a escolha mais adequada quando se quer que o pai carregue o bebê – coisa que fatalmente acaba acontecendo, especialmente quando a criança cresce e fica mais pesada. Procuramos mostrar que o sling deve ser uma decisão conjunta, especialmente quando se compra uma única peça para uso familiar/compartilhado.
Lendo Ashley Montagu, que escreveu um livro maravilhoso chamado Tocar: o significado humano da pele, reforçamos nosso sentimento de como é importante carregar no colo e proteger nossos bebês. Ele trata de como é essencial para a criança ter sensações variadas, contato com diversos tipos de pele, cheiros, vozes e ritmos distintos, e maneiras diferentes de ser carregada. Creio que para o pai, a experiência de ter seu filho por perto é igualmente rica. Graças a isso, pude aprender quando meu filho chora de fome, sono ou dor e pude ser capaz de interagir cada vez melhor com ele. Quando vejo uma mãe/cliente que chega e diz que comprará um sling “apenas para ela, pois o marido não vai usar”, lamento profundamente a perda que esse pai está causando a si mesmo e ao bebê.
Quando construímos este sítio, fizemos questão de incluir várias fotos minhas e de alguns clientes usando o sling, justamente para fortalecer a idéia de que homem pode e deve usar. Especialmente quando o bebê usuário é menina, insistimos que as mães escolham peças mais neutras, ou então que comprem mais de um sling: gostamos de frisar que lilás com borboletinhas não é a escolha mais adequada quando se quer que o pai carregue o bebê – coisa que fatalmente acaba acontecendo, especialmente quando a criança cresce e fica mais pesada. Procuramos mostrar que o sling deve ser uma decisão conjunta, especialmente quando se compra uma única peça para uso familiar/compartilhado.
Torcemos muito para que as mudanças prossigam, e que as pessoas fiquem menos chocadas/curiosas quando virem um
papai slingando com seu filhote (eu sou apontado abertamente, quando vou com Antonio passear). Quem sabe, quando Antonio for papai, o sling será um acessório corriqueiro e utilizado por homens e mulheres, para a alegria dos bebês.
Abraço a tod@s, e feliz ano novo!
3 comentários:
Hoje passei meu sling do Glorioso!
Estou ansioso para estreá-lo com Bruninho.
André Costa
(que comprou um Sling rubro-negro e bordou um escudo do Sport)
E nós estamos ansiosos pra conhecer o pequeno! Beijos, feliz 2009!
Mari, o maridão tá arrasando no Casulinho!!!
Fanástico este seu texto de fim de ano, Léo!
Beijão
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