Para quem estava com dificuldades de acessar a matéria direto no site do JP, segue abaixo ela transcrita:
Ele surgiu há muito tempo e se tornou indispensável para mamães de várias etnias. Depois que celebridades como Angelina Jolie e Júlia Roberts apareceram em público usando, o sling, que no inglês significa “amarrar ou fixar com laço”, nunca mais foi o mesmo. O sucesso é total. O carregador de bebês é feito artesanalmente, com pano e argolas, o que dá sustentabilidade. Mais que essencial, o sling se tornou fashion entre a mulherada.
Além de fortalecer o contato entre mãe e filho, o sling tem a vantagem de possibilitar a locomoção e a realização de tarefas diárias e domésticas sem maiores preocupações, pois os braços ficam livres. Só não vale usar o sling para andar de bicicleta ou em substituição à cadeirinha do carro. O preço pode variar entre R$ 60,00 e R$ 100,00, dependendo das cores, tamanhos e diversidade. No Brasil, as peças são confeccionadas em vários Estados.
No Recife, o sling começou a ser fabricado diante da necessidade da jornalista Mariana Mesquita e o contador Leonardo Cristiniano, que usaram e aprovaram o produto. Pouco tempo depois do nascimento do primeiro filho, Antônio, a mãe começou a pesquisar sobre o carregador na internet. “Conhecemos o sling em uma comunidade de mães grávidas no Orkut”, lembra. A primeira peça foi comprada no Sul do Brasil. Foi a curiosidade alheia que deu o pontapé que faltava para a fabricação de slings pelo casal. “Passamos pelo menos seis meses de pesquisa e buscamos fornecedores confiáveis de suprimentos”, declara.
Quando iniciaram, receberam mais de 50 mil visitas ao blog. Até a semana passada, o casal havia fabricado mais de 300 modelos, os quais foram vendidos para países como Itália, Dinamarca, Portugal e Austrália. Até um site foi criado para mostrar as variedades do sling (www.casulinho.com.br) e atender os pedidos. A cada dia, há fortes evidências de que o sling faz parte do enxoval.
Mas, afinal, quando surgiu o sling? Bem, o sling de argolas, que é o tratado nessa reportagem, foi inventado na década de 80, pelo americano Rayner Garner. “É uma tipoia ajustável por meio de anéis”, resume a fabricante Mariana Mesquita. O sling mede cerca de dois metros de comprimento e pode, ter ou não, acolchoado no ombro e nas “beiradas”.
No Recife, a fabricação segue dois tipos: “temos o tradicional, com aba comprida e bolso na ponta, e o petit, mais enxuto e não tem bolso”, explica. O primeiro tipo é mais indicado para quem amamenta, pois o bebê pode passar da posição sentada para a deitada sem ser retirado do sling. A faixa sobressalente também ajuda a proteger os seios de olhares indiscretos. O sling petit, como é mais enxuto, costuma agradar aos homens e pessoas baixinhas. O sling pode ser usado desde o nascimento até por volta dos três anos de idade do bebê ou 25kg.
Entre os benefícios estăo menos cólica e refluxo
Entre os fabricantes e os usuários do sling, há uma unanimidade em relação à qualidade do produto. O carregador precisa oferecer segurança, pois vai servir de suporte para um bebê. “Quando ele está dentro dos padrões de qualidade, não faz mal à coluna da criança, previne a morte súbita, cólicas e doenças como refluxo e displasia”, destaca Mariana Mesquita, fabricante do produto no Recife e membro da Associação Brasileira de Carregadores de Bebê (Babywearing Brasil), composta por um grupo de 25 artesãos.
Entre os benefícios estăo menos cólica e refluxo
Entre os fabricantes e os usuários do sling, há uma unanimidade em relação à qualidade do produto. O carregador precisa oferecer segurança, pois vai servir de suporte para um bebê. “Quando ele está dentro dos padrões de qualidade, não faz mal à coluna da criança, previne a morte súbita, cólicas e doenças como refluxo e displasia”, destaca Mariana Mesquita, fabricante do produto no Recife e membro da Associação Brasileira de Carregadores de Bebê (Babywearing Brasil), composta por um grupo de 25 artesãos.
Nos Estados Unidos, o modelo mais usado é justamente o sling de argolas, onde existem fabricantes especializados para as argolas. Como no Brasil não tem argolas específicas para os slings, o aumento no uso do carregador e a guerra de preços têm como consequência uma realidade alarmante: a segurança dos usuários está sendo mais e mais deixada em segundo plano. “A falta de controle pode causar sérios acidentes, como a queda da criança e a ingestão de substâncias tóxicas provenientes de materiais inadequados”, alerta a fabricante. Para usuários desinformados, argolas de cortina, fivela de bolsa, aro de metal com emendas, qualquer coisa vai servir. Diante disso, a entidade tem o objetivo de alertar os pais sobre os cuidados necessários que devem ser tomados antes de comprar um sling.
A primeira recomendação é que o carregador seja antialérgico e capaz de suportar cerca de 20kg, ou seja, o peso de uma criança com aproximadamente três anos. “As argolas devem ter capacidade comprovada de tração bem superior a esse peso. O tecido, de preferência, deve ser 100% algodão e as costuras reforçadas, para evitar que aconteça qualquer tipo de acidente na hora em que o bebê for transportado”, reforça. Os pais devem ter em mente que não podem ser utilizadas argolas de cortina ou boxe de banheiro; acrílico ou madeira; e ainda, argolas de bijuteria, fivelas de bolas, cromadas, de ferro, cobre ou latão. “Além de não serem feitas para sustentar o peso, elas descascam e o bebê pode engolir esse resíduo. Mesmo as cromadas descascam e as de cobre ou latão são perigosas, podendo conter substâncias tóxicas”, argumenta.
A recomendação é o uso de argolas feitas com material adequado, que não sejam finas, nem achatadas. “Também não podem conter emendas e aberturas”, declara. O ideal, portanto, é usar argolas de nylon injetado, as quais já foram testadas e comprovadas no Brasil. “Visualmente podem ser confundidas com plástico comum, por isso é preciso ter certeza na hora de adquirir”, explica a fabricante. Outras que podem – e devem – ser usadas são as argolas de alumínio, sejam elas prateadas ou coloridas, foscas ou brilhantes. “Essas ainda não são vendidas no Brasil, mas a associação já está testando peças”, argumenta. Argolas de aço inox entram na lista de indicações.
O sling acompanha a moda atual. Para cada estilo, cada ambiente, um sling diferente. O importante é discutir a compra com outras pessoas que também usarão o sling. “Algumas mães erram ao escolher slings com estampas femininas e infantis, esquecendo que quem veste a peça é o adulto”, declara. Para além da moda, é bom levar em consideração a personalidade de cada pessoa. Para o verão, os fabricantes estão investindo em estampas xadrez, listras coloridas, bolsos floridos, tons crus e nos slings de tecido “respirável”. Segundo Mariana Mesquita, o modelo Brisa é o ideal para frequentar praia ou piscina. “São modelos para cada ocasião”, ressalta. Depois de tantas vantagens, vai ser difícil os pais resistirem aos encantos do sling.
Por VALÉRIA SINÉSIO - ESPECIAL PARA O JORNAL DA PARAIBA
João Pessoa, 15 de novembro de 2009


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