domingo, 21 de fevereiro de 2010

Opinião profissional sobre slings e a anatomia dos bebês

No início do ano, Eliane nos encomendou dois slings para presentear alguns bebês de amigos, em Sampa. Quando veio buscá-los, descobrimos sua formação profissional e, aproveitando-nos da sua simpatia, pedimos que nos escrevesse "umas três linhas" avaliando o uso do sling, já que um dos maiores medos das pessoas é que ele faça mal à coluna dos bebês.

Já tínhamos vários outros clientes da área de saúde, entre os quais fisioterapeutas e pediatras. Mas Eliane tem um currículo invejável: é formada em fisioterapia, doutora e pós doutora em Ciências Morfofuncionais, coordenadora do Laboratório de Percepção Corporal e Movimento da Universidade São Judas Tadeu (SP) e orientadora nas pós graduações de Educação Física e Ciências do Envelhecimento na mesma instituição, além de tesoureira geral da Sociedade Brasileira de Anatomia (para detalhes ainda maiores sobre sua formação acadêmica, clique aqui).
O texto abaixo foi produzido por ela especialmente para nós, portanto pedimos a outros fabricantes e/ou leitores que a fonte seja devidamente citada, caso queiram reproduzi-lo fora daqui. Os grifos são nossos! A Eliane, mais uma vez, nosso abraço e nosso muitíssimo obrigada!

Carregar ou empurrar?

Os bebês podem ser carregados de diferentes maneiras: envolvido anteriormente, posteriormente, lateralmente ou sem envoltório. O uso de um envoltório para carregar o bebê facilita as tarefas, pois deixa as mãos livres. Entretanto, o mesmo não acontece quando não se usa envoltório algum (Singh, 2009).
Schön and Silvén (2007) citam diversas vantagens em carregar o bebê. A proximidade com o seio materno possibilita sua amamentação a qualquer momento. Estando o bebê próximo ao corpo, permite-se a ele ouvir o som que ouvia quando estava no útero materno, os batimentos cardíacos. Estudos mostram que bebês que foram expostos ao som de batimentos cardíacos choram menos, se acalmam mais rapidamente, e são de modo geral mais saudáveis que bebês que não foram expostos a esse som. O movimento do corpo materno, ou de quem carrega o bebê, enquanto conduz suas atividades diárias, leva o bebê ao um sono mais profundo e tranquilo. Além disso, a proximidade corporal facilita a termoregulação do bebê e evita a perda excessiva de calor.
Outro benefício apontado por Schön and Silvén está relacionado ao desenvolvimento físico do bebê, pois nesta fase da vida a coluna vertebral é arredondada (na forma da letra “C”) e os membros inferiores estão geralmente fletidos e abduzidos. Se a mãe leva isso em consideração no momento de escolher a forma de carregá-lo, certamente estará possibilitando uma postura mais anatômica ao seu bebê.
Uma característica típica do bebê humano e que o diferencia de outros animais é o grau de dependência ao nascimento e por longo período de tempo. O fato de carregar o bebê junto ao corpo enquanto ele ainda se desenvolve e amadurece o sistema nervoso torna essa proximidade como uma quase continuação do processo de gravidez, uma exterogravidez, uma gravidez fora do útero (Schön and Silvén, 2007).
Após convencer-se dos benefícios de carregar o bebê próximo ao corpo, a etapa seguinte é saber escolher a melhor maneira de carregá-lo. Existem no mercado slings e “cangurus” que apresentam suas facilidades, entretanto, nenhum deles será perfeito para toda e qualquer ocasião. Deve-se levar em consideração no momento da escolha a praticidade, a eficiência, o conforto (de quem carrega e do bebê), a segurança, o manuseio. É importante lembrar que recém-nascidos não devem ser carregados em posição vertical, pois essa posição comprime a coluna vertebral e pode prejudicar o desenvolvimento das curvaturas da coluna. Nesse aspecto os slings são perfeitamente indicados, pois propiciam apoio para o pescoço ainda imaturo do bebê e distribui horizontal ou obliquamente o peso ao longo do corpo, tal qual estivesse nos braços da mãe.

Profa. Dra. Eliane Florencio Gama - Coordenadora do Laboratório de Percepção Corporal e Movimento - Universidade São Judas Tadeu (São Paulo – SP) - prof.efgama@usjt.br

Referências:


Schön RA, Silvén M (2007) Natural parenting: Back to basics in infant care. Evol Psych 5:102-183.

Singh E (2009) The effects of various methods of infant carrying on the human body and locomotion. http://dspace.udel.edu:8080/dspace/handle/19716/4373 (acessado em 16/02/2010).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ganhe um sling petit!


É com prazer que nós da Casulinho estamos oferecendo um sling petit para ser sorteado pelo blog Parto no Brasil, que traz assuntos relativos à gravidez, parto, nascimento, amamentação e cuidados com o bebê. Para participar, clique aqui!

Beijos a tod@s e boa sorte!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Michelle

Este sling super suave, verde água com bolso xadrez verde e branco e detalhes em branco, foi feito especialmente para Michelle Oliveira, de Goiânia. Espero que goste! Aqui, nós achamos fofo. Beijão, querida.

Cara nova!

Agora vai ficar maís fácil de encontrar nossa casa, quando vierem conhecer o ateliê! Galo de Souza fez alguns de seus lindos galoffitis em nosso muro, para alegria de Antonio e, claro, dos pais dele, hehehe. Nossa casinha passou um carnaval bem mais alegre, e em breve esperamos concluir a reestruturação do espaço, pra poder definitivamente receber da melhor maneira nossos amigos e clientes. Aguardem novidades! Bom carnaval pra vocês...

PS- Pra ver mais do trabalho de Galo, cliquem aqui. A ele, mais uma vez, nosso muito obrigado!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Hermione

Raquel Rubim pediu-nos um pouch sling especial pra sua filhotinha, pensando no papaizão roqueiro: lilás liso de um lado, estampado de morcegos e aranhas do outro. O resultado ficou inusitado e cheio de humor, embora não agrade a quem prefere motivos mais de bebezinho. Nós aqui adoramos, e já batizamos com o nome de nossa bruxinha favorita da saga de Harry Potter. Beijos, flor, tomara que gostem e usem bastante!